Durante a a Gamescom Latam 2026, em São Paulo, realizada no final de abril em São Paulo, tivemos a oportunidade de testar o game Drowned Lake e conversar com desenvolvedores e produtores da Monumental Collab.
O título, que terá distribuição da Critical Reflex, desponta como uma das promessas mais intrigantes do terror nacional, mesclando folclore brasileiro com uma atmosfera opressiva de “found footage”, no melhor estilo “A Bruxa de Blair”.
Mistério nas águas do sul
A trama de Drowned Lake gira em torno do desaparecimento de Bento, um documentarista amador que sumiu na região de um lago esquecido no sul do Brasil.
Para encontrá-lo, o jogador pode alternar entre três protagonistas, cada um com motivações e habilidades distintas: a repórter Carolina, o socorrista Rafael e o velho pescador Leopoldo.
Os desenvolvedores destacaram que a narrativa foi profundamente influenciada por questões sociais e ambientais reais, como as tragédias de Brumadinho e as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024.

Gameplay mistura gêneros e inova
O que realmente me surpreendeu no game foi a mistura de gêneros. Drowned Lake alterna entre exploração em primeira pessoa, quando você pilota um barquinho de pesca por águas sombrias; visão isométrica, na investigação de cenários e gerenciamento de inventário; e mecânicas de aponte-e-clique, utilizadas para interagir com o ambiente de forma mais detalhada.
Há ainda momentos de pesca, nos quais o que você fisga pode ser tanto sua salvação quanto algo ainda mais aterrorizante vindo das profundezas.
Na prática, é como se você experimentasse múltiplos jogos em apenas uma sessão de gameplay. Se por um lado essa parece ser uma maneira mais inteligente de explorar cada sequência ao máximo, por outro os desenvolvedores terão que caprichar nos elementos de história para criar essa sensação de unicidade.

Elementos do folclore brasileiro
Drowned Lake não lista nomes específicos de lendas tradicionais (como Saci ou Curupira), mas utiliza o folclore brasileiro e lendas urbanas de forma integrada à sua narrativa de terror.
A produtora Ana Vitória Machado destacou que o roteirista Thiago Rech incorporou elementos do folclore nordestino, adaptando-os para que façam sentido dentro do universo do jogo.
Existe uma figura central chamada “Nossa Senhora do Lago Afogado” (ou apenas “A Senhora”), que sussurra promessas e “chama” os personagens para as profundezas. o jogo apresenta “criaturas crípticas” e horrores que podem ser despertados durante a mecânica de pesca.
Por fim, o jogo mistura mitos locais com eventos da história real e tragédias ambientais brasileiras, como as de Brumadinho, Mariana e as enchentes no Rio Grande do Sul de 2024, para criar uma atmosfera de horror documental.

Para ficar de olho
O game Drowned Lake já tem uma página oficial na Steam e você pode solicitar acesso a um playtest. Ainda não há previsão de lançamento.