Em entrevista ao site Bloomberg, Tim Cook revelou que o Apple Watch é o maior orgulho da sua carreira como CEO da Apple. A primeira geração do smartwatch foi lançada em abril de 2015 e logo tornou-se referência de wearable para fabricantes do mundo todo, que seguiram o plano de incluir diversos recursos ligados à saúde, como monitoramento da frequência cardíaca em tempo real e detecção de queda, por exemplo. O executivo revisitou os seus erros e acertos à frente da empresa pouco depois de anunciar que deixará o cargo em setembro deste ano.
📱Comparador de celulares do TechTudo: analise preços, ficha técnica e recursos
🔎Melhor smartwatch 2026: veja opções poderosas e custo-benefício
Anunciado em setembro de 2014, o Apple Watch chegou às lojas dos Estados Unidos apenas em abril do ano seguinte. Na ocasião, a sua principal funcionalidade era a detecção de batimentos cardíacos, que prometia funcionar com mais exatidão do que os concorrentes da época. “Lembro de ter recebido a primeira mensagem de um usuário do Apple Watch dizendo que o relógio salvou sua vida”, disse Cook, ao lembrar-se de um dos seus momentos mais marcantes.
Apple Watch agora envia alertas de pressão alta no Brasil em uma mais uma função ligada a saúde
Reprodução/Shutterstock
➡️ Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviews
📝Qual smartwatch é bom e barato? Tire dúvidas no Fórum do TechTudo
Apple Watch: relembre trajetória e marcos do produto
A primeira versão do Apple Watch foi lançada em 2015 ainda com poucos recursos, mas como uma proposta visual e de sistema diferente de tudo o que havia sido feito na época. A tela inicial, em vez de ter ícones organizados em fileiras, como é comum nos celulares, trouxe uma ordenação em forma de colmeia, com ícones redondos e navegação livre. O monitoramento dos batimentos cardíacos era a principal função do relógio inteligente, além dos recursos de mídia e produtividade.
Um dos recursos mais importantes do relógio, o eletrocardiograma (ECG) foi implementado nos modelos Apple Watch Series 4 e Series 5. A inclusão da funcionalidade foi um dos primeiros passos para transformar o dispositivo em um assistente completo para a saúde do usuário, foco do Tim Cook e dos executivos da época. A função chegou ao Brasil apenas em setembro de 2020, após homologação da Anvisa.
Apple Watch 4 introduziu recurso de eletrocardiograma
Divulgação/Apple
O relógio foi acumulando ferramentas a cada lançamento. Em 2020, durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, o smartwatch da Apple foi um dos primeiros a receber o recurso que verifica a oxigenação no sangue, com a chegada do Apple Watch 6. Dois anos depois, o recurso teve a sua precisão comprovada por pesquisadores da Universidade Técnica de Praga, que testaram o produto em diversas situações.
O recurso de detecção automática de queda, introduzido no Apple Watch 4, e detecção de apneia do sono, disponível a partir do Apple Watch 9, são outros dois marcos de lançamento do produto, e que seguem disponíveis nos relógios mais recentes, ajudando a salvar vidas.
O maior erro de Tim Cook na Apple
Na mesma entrevista, Tim Cook também pontuou um dos maiores arrependimentos de sua gestão como CEO: o Apple Maps. O aplicativo de mapas chegou ao iOS em 2012 e não funcionou como deveria, pois apresentava nomes trocados de ruas e locais e até direções erradas para os usuários. Na maior parte do mundo, como no Brasil, o sistema parecia incompleto, muito inferior ao Google Maps.
Como lembra o site The Straits Times, esse episódio provocou a primeira grande reformulação de profissionais na gestão de Cook, que resultou na demissão de Scott Forstall, engenheiro de software muito próximo de Steve Jobs. “O produto não estava pronto, e pensávamos que era porque estávamos testando mais recursos locais”, disse Cook durante uma reunião com a equipe.
Apple Maps melhorou muito ao longo dos anos, mas teve problemas no começo
Divulgação/Apple
Por que Tim Cook deixou o cargo de CEO?
Tim Cook anunciou, na última segunda-feira (20), que deixará o cargo de CEO da Apple após 15 anos, em uma transição gradual que vai culminar em 1º de setembro, um pouco antes do lançamento da linha iPhone 18. Ele deixa o cargo no auge financeiro da empresa e assume a posição de chairman, mantendo influência nas decisões estratégicas. A cadeira de CEO será ocupada pelo executivo John Ternus, atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware da Apple.
Segundo analistas de mercado, a transição ocorre para reposicionar a Apple em um contexto de mercado desafiador, marcado pela corrida no desenvolvimento de inteligência artificial (IA). Ao passo que rivais como Google e Microsoft vêm avançando rapidamente com soluções baseadas em IA generativa, a Apple ainda não entregou uma Siri mais inteligente, prometida em 2024.
Com informações de Bloomberg e The Straits Times

🎥 Conheça o relógio inteligente da Huawei
Tudo sobre o novo relógio inteligente Huawei Fit 4