O futuro do Time Vermelho é promissor. Hoje, a novidade é o Dense Geometry Format SuperCompression (DGFS).
Trata-se de uma camada adicional de compressão para dados DGF que reconstrói com precisão os blocos originais e também decodifica para buffers convencionais, permitindo que os mesmos assets rodem em hardware sem suporte nativo ao DGF.
E, antes de prosseguirmos, aos que estão por fora, ressaltamos que o Dense Geometry Format, ou “dados DGF“, como citado acima, é um formato de compressão da AMD baseado em blocos, projetado para reduzir o espaço de armazenamento de malhas 3D muito detalhadas. A atualização chega com o DGF SDK 1.2.
O DGF foi projetado pela AMD para futuras arquiteturas de GPU com suporte direto por hardware, descrito internamente como um formato amigável ao equipamento para compressão de geometria.
O SDK permanece open source e oferece suporte a todos os fornecedores de GPU por meio de DirectX 12 e Vulkan. Já o DGFS atua exclusivamente como formato de armazenamento mais compacto, não sendo usado diretamente pelo hardware.

Resultados de compressão com e sem GDeflate
Dados de teste da AMD mostram o DGFS aproximadamente 30% menor que os dados DGF brutos em alguns exemplos.
O modelo Dragon cai de 29,25 MB para 20,15 MB. O modelo Statuette vai de 40,99 MB para 29,31 MB. Com a compressão GDeflate aplicada, o DGFS permanece cerca de 20% menor que o DGF, com reduções listadas de até 22,22%.

Desempenho de decodificação em CPU e GPU
A AMD publicou tempos de decodificação obtidos em um sistema com Ryzen 9 7950X, 64 GB de DDR5-6000 e Radeon RX 9070 XT. Um modelo Statuette de 10 milhões de triângulos decodificou para meshlets em 0,15 segundos.
A decodificação de blocos DGF levou 0,22 segundos. Os resultados refletem a operação em um único núcleo de CPU, e um decodificador baseado em GPU também é viável.
A boa notícia é que o funcionamento em placas RDNA4 indica que a tecnologia não ficará restrita ao RDNA5 e arquiteturas posteriores.
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DGF e RTX Mega Geometry: propósitos distintos
O DGF da AMD guarda semelhanças conceituais com o NVIDIA RTX Mega Geometry, mas as tecnologias não são diretamente compatíveis.
Ambas lidam com geometria densa em renderização com ray tracing, mas de formas diferentes: o DGF funciona como um “‘compactador” que diminui o tamanho dos arquivos para economizar memória; todavia o RTX Mega Geometry organiza esses detalhes em grupos inteligentes para que a GPU consiga processar tudo mais rápido.
Portanto, o DGF SuperCompression mantém a capacidade de decodificar para dados de malha convencionais, viabilizando a execução do conteúdo em GPUs sem suporte de hardware específico para DGF.
Mas afinal: vai rodar em RDNA 4 ou não?
Para finalizar, destacamos que grande sacada dessa tecnologia é que, embora o DGF tenha sido desenhado para ser processado nativamente por chips do futuro, o DGFS funciona como uma “ponte” inteligente.
Na prática, GPUs atuais (como as RDNA 4) utilizam seu poder de processamento geral para traduzir esses dados compactados em formatos que elas já entendem.
É como se o hardware usasse um tradutor universal em tempo real: é garantido o benefício de arquivos muito menores e carregamentos rápidos hoje, sem precisar esperar por uma placa de vídeo que fale a “língua nativa” do DGF
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Fonte: VideoCardZ