SIRENA Conference 2026 apresenta risco humano e cibersegurança em arte futurista com personagem cibernética e cenário tecnológico subaquático.

O SIRENA Conference 2026 chega a São Paulo no dia 14 de maio com uma proposta que ganha cada vez mais relevância no mercado de Segurança da Informação: discutir cibersegurança a partir do comportamento humano, da cultura organizacional e dos riscos que nascem da interação entre pessoas, processos e tecnologia.

Realizado no Estanplaza International, na Chácara Santo Antônio, o evento acontece das 8h às 18h e deve reunir cerca de 450 participantes. A programação será dividida em dois palcos simultâneos, com uma trilha dedicada a Risco Humano e Conscientização e outra voltada à Segurança, além de uma área de expositores para empresas do setor.

A proposta posiciona o SIRENA como um encontro diferente dos eventos tradicionais de cibersegurança. Em vez de concentrar o debate apenas em ferramentas, vulnerabilidades e infraestrutura, a conferência parte de uma premissa mais ampla: organizações só conseguem amadurecer sua postura de segurança quando compreendem como pessoas tomam decisões, reagem a ameaças, lidam com políticas internas e influenciam a superfície de ataque.

Evento coloca o risco humano no centro da segurança digital

A SIRENA Human Risk & Cybersec Conference chega à edição de 2026 após a estreia realizada no ano anterior, com uma agenda construída em torno de temas como risco humano, engenharia social, prevenção a fraudes, cultura de segurança, conscientização, inteligência de ameaças, GRC e proteção de dados.

Esse recorte é especialmente importante em um momento em que empresas ampliam o uso de inteligência artificial, ambientes em nuvem, integrações digitais, automação e trabalho distribuído. Quanto mais complexa se torna a operação tecnológica, maior é a necessidade de transformar segurança em comportamento cotidiano, e não apenas em política formal ou controle técnico.

O debate deixa de ser apenas sobre bloqueio e resposta. A agenda passa a envolver cultura, comunicação, governança, educação, métricas, desenho de processos e capacidade de engajar diferentes áreas da organização em torno de práticas mais seguras.

Na prática, o SIRENA propõe uma leitura mais realista do risco. Incidentes não acontecem apenas por falhas técnicas. Eles também podem nascer de decisões apressadas, baixa maturidade de processos, excesso de confiança, campanhas pouco efetivas, lacunas de treinamento, comunicação falha e falta de conexão entre segurança e negócio.

Trilha de Risco Humano discute cultura, comportamento e conscientização

A trilha de Risco Humano terá uma programação voltada à construção de cultura de segurança dentro das organizações. Entre os temas já confirmados estão estratégias econômicas para ações de conscientização, segurança na aviação, mudança de comportamento, cases reais de conscientização e falhas recorrentes nos processos de awareness.

A agenda inclui nomes como Cássia Martin, Gabriela Bettarello, Vinicius Perallis, Michele Henz, Victor Di Fiori, Patricia Caprioli e Thiago Bordini. A programação oficial também prevê um painel sobre conscientização com o tema “O Humano como superfície de ataque: Consciência, Emoção e Racionalização como Vetores de Ameaça”.

O painel será conduzido por Gustavo Marques, gerente de Segurança da Informação na Caju e fundador do TecSec Podcast, com participação de Ludimila Rocha, Isabela Ferreira de Vito e Evandro César Vilas Boas, do Instituto Nacional de Telecomunicações.

A escolha desses temas reforça uma discussão cada vez mais presente em empresas maduras: campanhas de conscientização precisam ir além de treinamentos pontuais e relatórios de conclusão. O desafio está em medir mudança real de comportamento, reduzir exposição prática e tornar a segurança parte da rotina de trabalho.

Trilha de Segurança aproxima técnica, negócio e gestão de risco

A segunda trilha do SIRENA será dedicada à Segurança, com uma abordagem que conecta temas técnicos, gestão, comunicação executiva e proteção de dados. A programação inclui palestras sobre vigilância, carreira em segurança, pentest físico, linguagem executiva para C-levels, monitoramento de dados sensíveis, SIEM, analytics em saúde e riscos ligados a operações digitais.

Entre os nomes confirmados na trilha estão Ana Tessaro, Luiz Milagres, Marina Ciavatta, Dayane Zimmerer, Ana Carolina Donegá e Caio Guimarães. A programação também prevê um painel sobre como processos, políticas e programas de segurança permeiam e influenciam o negócio.

À medida que a cibersegurança passa a compor discussões de conselho, compliance, reputação e continuidade operacional, cresce a necessidade de profissionais capazes de traduzir risco técnico em linguagem de negócio.

A presença de uma palestra sobre comunicação com C-levels, por exemplo, reforça um desafio recorrente nas empresas: segurança precisa ser compreendida por quem decide orçamento, estratégia, prioridades e exposição ao risco. Sem essa ponte, programas de segurança tendem a ficar isolados em áreas técnicas, com menor capacidade de influência sobre a organização.

Proteção de dados, fraudes e engenharia social ganham destaque

O SIRENA também se conecta a temas que estão no centro das preocupações corporativas em 2026. Prevenção a fraudes, engenharia social, proteção de dados e inteligência de ameaças aparecem como eixos relevantes para empresas que operam em ambientes digitais cada vez mais expostos.

A engenharia social, em especial, tornou-se um dos pontos mais sensíveis da agenda de segurança. Ataques que exploram confiança, urgência, autoridade, distração ou desconhecimento continuam sendo difíceis de mitigar apenas com ferramentas. Por isso, a maturidade das empresas depende de uma combinação entre tecnologia, processos, cultura e educação contínua.

No campo da proteção de dados, a discussão também ganha peso. O avanço de programas de privacidade, o uso crescente de dados sensíveis e a pressão por governança fazem com que segurança e conformidade caminhem de forma mais integrada. Nesse contexto, eventos que aproximam Segurança da Informação, DPOs, GRC e áreas de negócio ajudam a criar uma visão mais coordenada sobre risco digital.

SIRENA reforça o amadurecimento da comunidade de cibersegurança

A organização do SIRENA é realizada pela Hekate, agência especializada em conteúdo, conscientização e eventos de cibersegurança, responsável também por iniciativas como Hacking Na Web Day, FortalSec e XibéSec.

Esse histórico contribui para o posicionamento da conferência como um evento que combina comunidade, mercado e formação. Ao reunir profissionais técnicos, gestores, comunicadores, educadores e lideranças corporativas, o SIRENA amplia o debate sobre segurança para além da camada operacional.

O formato também favorece a troca de experiências práticas. As palestras e painéis devem apresentar campanhas reais, estudos de caso, dados de mercado, ataques atuais, soluções recomendadas e dicas aplicáveis ao cotidiano das organizações.

Para o ecossistema de TI e Cibersegurança, esse tipo de agenda é relevante porque ajuda a enfrentar uma lacuna comum nas empresas: a distância entre o que a política de segurança determina e o que realmente acontece no comportamento das pessoas, nas áreas de negócio e nos processos diários.

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Por que o SIRENA importa para o setor de TI e Cibersegurança

O SIRENA Conference 2026 importa porque trata uma das questões mais desafiadoras da segurança digital contemporânea: a relação entre pessoas, comportamento e risco. Em um mercado que historicamente priorizou tecnologias de proteção, detecção e resposta, a conferência chama atenção para o fato de que controles técnicos só são realmente efetivos quando conectados a cultura, processos e tomada de decisão.

Para líderes de TI e Cibersegurança, a mensagem é direta. Não basta investir em ferramentas se a organização não compreende como seus colaboradores interagem com dados, sistemas, mensagens, fornecedores, credenciais e fluxos de trabalho. O risco humano não deve ser visto como culpa individual, mas como uma dimensão estratégica que precisa ser gerida com método, comunicação, governança e inteligência.

Ao unir trilhas de Risco Humano e Segurança, o SIRENA cria um espaço relevante para aproximar diferentes públicos que precisam atuar de forma integrada. Profissionais técnicos, gestores, áreas de privacidade, times de GRC, educadores corporativos e lideranças executivas encontram no evento uma oportunidade de discutir segurança de maneira mais completa.

A edição de 2026 reforça que a maturidade em cibersegurança passa por uma mudança de visão. Segurança não é apenas tecnologia. É cultura, comportamento, linguagem, processo, liderança e capacidade de transformar conhecimento em prática diária.

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