Em mais uma notícia com o intuito de chamar os jogadores que viveram essas experiências de velhos, estamos aqui para lembrá-los que o mês de julho marca os 35 anos da amada franquia Duke Nukem!
O primeiro jogo da série, desenvolvido pela Apogee Software (posteriormente 3D Realms), completou três décadas e meia de seu lançamento original em 1º de julho de 1991 para MS-DOS.
O título é um sidescroller de ação dividido em três episódios, cujo objetivo central é encontrar a saída ao final de cada fase.
A obra estruturou as bases para o que seria um dos personagens mais reconhecidos dos jogos de tiro, embora o protagonista desta versão ainda estivesse distante da personalidade exagerada que o consagraria em 1996.
Duke Nukem foi distribuído como shareware, método que a Apogee ajudou a popularizar na época. Os jogadores podiam baixar o primeiro episódio gratuitamente ou obtê-lo emprestado em disquete.
Para acessar os episódios restantes, era necessário enviar um pedido diretamente à desenvolvedora (sim, velhos tempos).

Como a Apogee construiu as fundações da série em 1991
A estrutura do jogo é direta. Duke Nukem 2D acontece em fases com progressão lateral, nas quais o jogador pode destruir objetos limitados do cenário, como caixas e obstáculos, além de coletar power-ups e itens especiais.
O inventário e o poder de fogo ficam alocados em uma barra preta no canto direito da tela, solução visual que, mesmo ocupando espaço considerável da interface, mantém um charme funcional.
A Apogee tomou como referência Dark Ages, outro título com a mesma abordagem de sidescroller lançado naquele mesmo ano. A influência é perceptível na estrutura de níveis e na disposição dos elementos na tela.
O enredo e um protagonista contido
A ameaça central do jogo é o Dr. Proton, que planeja lançar um exército de Techbots contra o mundo dentro do molde clássico de dominação global. A CIA envia Duke para forçar Proton a sair do esconderijo, missão que desemboca em uma base secreta na lua.
O protagonista desta fase inicial contrasta com a imagem que o consolidaria anos depois. Não há xingamentos, cantadas ou tiradas espalhafatosas.
O Duke de 1991 é um personagem mais estoico e focado na ação. Quando fala, se limita a comunicar o necessário para o jogador prosseguir. Os diálogos ao longo dos três episódios são escassos.

A disputa pelo nome e a corrida pelos direitos autorais
O sobrenome do personagem sofreu uma alteração temporária durante o ciclo de vida do jogo. A versão 2.0 adotou a grafia Duke Nukum. A mudança ocorreu porque a série animada Capitão Planeta já possuía um personagem chamado Duke Nukem, o que colocou a Apogee em uma situação jurídica delicada.
O estúdio descobriu posteriormente que o nome Nukem não estava protegido por direitos autorais e garantiu o registro assim que a informação foi confirmada.
Scott Miller, cofundador da Apogee, descreveu a concepção do personagem como a busca por um herói totalmente exagerado, uma mistura entre John Wayne e Arnold Schwarzenegger (um dos atores de ação mais famosos da época).
O papel do shareware e o impacto no mercado de jogos
Duke Nukem fez parte do catálogo de shareware da Apogee, modelo de distribuição que permitia ao jogador experimentar parte do conteúdo antes de decidir pela compra.
O sistema dependia da cópia de disquetes entre amigos ou do download lento via bulletin board systems (BBS).
O impacto desse método ecoou em títulos posteriores que ajudaram a moldar o gênero de tiro em primeira pessoa. Wolfenstein 3D e Doom estão entre os exemplos que devem parte de sua trajetória ao modelo popularizado pela Apogee.
A experiência de jogar 35 anos depois
A versão original de Duke Nukem mantém qualidades que a tornam funcional como entretenimento direto e compacto.
A inclusão de vidas ilimitadas, um toque que soa surpreendentemente moderno, permite revisitar os episódios curtos sem o atrito das punições severas típicas da época.
A proposta é contida: uma aventura enxuta, projetada para entreter por um período breve, sem pretensões de engajamento prolongado.
A disponibilidade atual do jogo, no entanto, é restrita. O título pode ser adquirido legalmente em plataformas modernas apenas por meio do portátil Evercade.
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Onde jogar Duke Nukem hoje e o vácuo nas plataformas digitais
Os jogos originais da série chegaram a ser vendidos no Steam em 2013, mas problemas de licenciamento retiraram o catálogo da plataforma da Valve. Não há uma coletânea disponível atualmente em outras plataformas.
Duke Nukem 3D, por outro lado, permanece acessível no Nintendo Switch com melhorias voltadas para resolução e taxa de quadros.
O relançamento das origens do personagem segue improvável diante do impasse de licenciamento que afastou os títulos clássicos das lojas digitais convencionais.
E aí? Viveu essa experiência? Max Payne marcou o início da minha adolescência; contudo, há 35 anos, eu só tinha 1 ano de idade, então a oportunidade de relatar experiências com Duke Nukem no lançamento deixo para os (ainda) mais velhos!
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Fonte: Pocket Tactics