Um entusiasta do Reddit desenvolveu uma configuração com duas placas de vídeo para viabilizar a geração de quadros em GPUs da série RTX 30 da NVIDIA, funcionalidade que a empresa não oferece oficialmente para essa geração.

O sistema utiliza uma GeForce RTX 3090 para rodar o jogo e uma GeForce RTX 3050 de 6GB, adquirida usada por 80 euros (cerca de R$ 463,50 em conversão direta), dedicada exclusivamente ao processamento via software Lossless Scaling.

No Brasil, essa placa de vídeo dificilmente é encontrada por menos de R$ 1.400, caso seja nova. Mesmo usada, por menos de R$ 500, nem mesmo uma RX 580 anda aparecendo, mas na Europa, os valores são outros…

De toda forma, o usuário quziwuzzi, responsável pelo projeto, detalhou a montagem em um post que não especifica quais jogos foram testados.

A placa-mãe usada é uma ASUS ProArt X870E-Creator WiFi, com ambas as GPUs operando em conexões PCIe 4.0 x8, e o monitor, uma TV OLED LG C4 de 42 polegadas, conecta-se diretamente à RTX 3050.

O custo da placa secundária representa o investimento adicional para viabilizar a técnica em hardware que oficialmente não teria acesso ao recurso de geração de quadros.

Por que duas GPUs em vez de uma

A geração de quadros consome recursos da GPU. Quando o jogo e o Lossless Scaling dividem o mesmo processador gráfico, a taxa de quadros nativa cai porque ambas as cargas de trabalho competem pelo tempo de processamento. A segunda placa elimina esse conflito.

A RTX 3090 renderiza os quadros reais e os transfere via PCIe para a RTX 3050. Esta gera os quadros intermediários e envia a saída final ao display. Essa combinação não é um SLI, e as GPUs não combinam desempenho de renderização nem pool de memória.

Conexão do monitor à placa secundária

Conectar o monitor à RTX 3090 obrigaria a imagem processada a trafegar de volta à GPU principal após a geração dos quadros intermediários.

O percurso adicional aumenta o tráfego PCIe e introduz latência. A ligação direta à RTX 3050, responsável pela saída final, elimina esse retrabalho.

A largura de banda PCIe 4.0 x8 disponível em cada slot é essencial para o funcionamento do sistema. Quadros completos em 4K HDR precisam ser transferidos entre as duas placas, e uma conexão mais lenta comprometeria o fluxo de dados.

Desempenho obtido com Lossless Scaling

O usuário limitou a taxa de quadros nativa do jogo a 71 FPS. A partir dessa base, aplicou o Lossless Scaling nos modos X2, X3 ou geração adaptativa para atingir 144 FPS em 4K HDR, valor que corresponde à taxa de atualização máxima da TV LG C4 utilizada.

Os 144 FPS incluem quadros gerados artificialmente. A resposta aos comandos permanece mais próxima do desempenho original de 71 FPS do que de 144 FPS nativos, mas ainda assim, a fluidez adicional é um bônus interessante.

A configuração usa escala de fluxo entre 60% e 70%, conforme confirmado pelo próprio usuário na discussão.

Restrição oficial da NVIDIA e a solução alternativa

Conforme já mencionado, o motivo que levou a essa montagem tem explicação direta: a NVIDIA não oferece suporte oficial ao Frame Generation nas GPUs da série RTX 30.

A funcionalidade, disponível nas placas da série RTX 40 e superiores por meio do DLSS 3 (Deep Learning Super Sampling 3), exige hardware específico de aceleração que a geração anterior não oferece.

A solução alternativa com Lossless Scaling e uma segunda GPU contorna essa restrição de software, usando uma placa de entrada para assumir exclusivamente a carga da geração de quadros.

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Especificações técnicas do sistema

Categoria Especificação
GPU principal (renderização) GeForce RTX 3090
GPU secundária (geração de quadros) GeForce RTX 3050 6GB
Placa-mãe ASUS ProArt X870E-Creator WiFi
Conexão das GPUs PCIe 4.0 x8 para ambas
Monitor TV OLED LG C4 de 42 polegadas
Conexão do monitor Direta à RTX 3050
Software utilizado Lossless Scaling
Taxa de quadros nativa (limitada) 71 FPS
Taxa de quadros final 144 FPS em 4K HDR
Modos de geração X2, X3 ou adaptativo
Escala de fluxo Entre 60% e 70%
Taxa de atualização do monitor 144 Hz

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Fonte: VideoCardZ