
No mundo do PC gaming, o hardware brilha. Claro, sem um bom processador e placa de vídeo, entre outros componentes, não é nem possível rodar um game minimamente bem. Porém um setup gamer não vive só de hardware. Não é nada ruim ter um monitor QD-OLED, 4K e 240 Hz, por exemplo, além de um mouse que vai fazer você não se importar com mais nenhum outro, como o Logitech Pro X2 Superstrike.
Esse tem sido meu principal mouse há pouco mais de um mês, período que começou sua disponibilidade no mercado brasileiro. Estou falando de um modelo super leve, extremamente ágil e preciso, além de ser quase 100% silencioso, sem os ruídos dos tradicionais cliques de mouse. Hora de falar desse que promete ser o mouse definitivo não só para o gamer competitivo, mas também para quem quer conforto e precisão.
Prós
- Cliques são muito agradáveis com novo sistema HITS
- Super leve
- Sensor que garante preciso quase cirúrgica
- Conforto com a pegada de palma
- Configurações extras
- Ótima autonomia de bateria
Contras
- Disponibilidade ainda limitada
- Faltou conexão Bluetooth
- Um botão para mudar DPI seria interessante
Design e Construção
Logitech Pro X2 Superstrike carrega a estrutura do G Pro X Superlight 2, um mouse gamer bastante popular. Então se você tem um desse, ou já o experimentou em algum lugar, saiba que, pelo menos por fora, se trata desse mouse. Ele tem um acabamento liso, sem muitas curvas extras além do que um mouse realmente precisa ter. Isso o torna bastante confortável na hora do uso.
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Todo esse conforto é possível com as seguintes medidas: 4 cm de altura, 12 cm de comprimento e 6 cm de largura. Pesando 61 gramas, esse mouse garante agilidade ao ser deslizado no pad, algo essencial para os gamers competitivos. Em geral, seu design é bastante sóbrio: tem a logo “G” abaixo da palma da mão, “X2” escrito na parte frontal à esquerda, “Superstrike” na direita, e “Pro X2” nos botões principais, tudo nas cores preto e branco. Ah, e não existem LEDs nele.
Além dos dois cliques padrões quase 100% silêncios por conta do Sistema de Gatilho Tátil Indutivo (HITS, em inglês), que elimina os tradicionais switches. Isso aumenta velocidade e garante um clique até mesmo sem barulho algum (explico mais adiante). Fora isso, ele conta com os dois botões laterais e o scroll, nada de diferente aqui.
Recursos e Software
No Logitech G Hub, é possível fazer diferentes ajustes ao Logitech Pro X2 Superstrike. É possível ajustar o DPI com ajustes manuais, criando diferentes presets, ou usar aqueles já pré-estabelecidos pela Logitech para diferentes estilos de games, como shooters, MMORPG, Moba, RTS, simulação, entre outros. Para mim, faltou mesmo um botão que faz essa mudança em tempo real no próprio mouse, modelos muito mais baratos fazem isso.
No aplicativo da Logitech, você consegue ainda atribuir diferentes funções aos botões, além de configurar o que eles chamam de Modo BHOP, para “evitar saltos não intencionais” com o botão de rolagem. Mas a última opção é a mais interessante: ajuste da sensibilidade do HITS.

Em Ponto de Atuação, é possível ajustar o ponto de acionamento do clique, o deixando mais longo ou mais curto. E o mais legal é que o próprio aplicativo mostra o quanto de força você precisa fazer a cada ajuste (que vai de 0 a 10 pontos). Eu usei no nível 5 a maior parte do tempo, e quando mudei para o 10, a diferença imediata foi brutal: eu preciso fazer um pouco mais de força para que o clique acontecesse.
Além dessa opção, existe ainda o Gatilho Rápido e a Sensação Tátil dos Cliques. Esse segundo é uma outra opção que torna a experiência consideravelmente diferente. Ao desligar o feedback, você clica e não existe resposta nenhuma, nem mesmo o pouco que já existia na configuração de fábrica. Ao ajusta para o máximo, o som é até perceptível, embora não chegue no nível de um switch.
Para tralhar, não recomendo deixar o Ponto de Atuação, nem o feedback tátil, no mínimo, já que você estará clicando sem perceber e querer, podendo prejudicar seu trabalho. Mas em jogos frenéticos, especialmente shooters, esses recursos dão uma vantagem extra ao jogador que já é habilidoso, vale ressaltar.
Bateria
O Logitech Pro X2 Superstrike é um mouse sem fio. A fabricante promete duração da bateria entrega entre 60 e 90 horas. Em minha experiência, nas configurações de fábricas, consegui usá-lo por quase um mês inteiro, considerando uso diário para trabalhar e depois jogar. É difícil quantificar exatamente as horas, mas posso afirmar que passo um pouco das 4 horas por dia em uso (já que a maior parte do meu trabalho é digitando). Multiplicando por 30 dias, temos cerca de 120 horas.

Claro, se você usa o mouse o dia inteiro em seu trabalho, e depois joga de noite, esse número de uso diário pode até dobrar e a duração total cair pela metade. O carregamento de 5 a 100% dura cerca de 2 horas, mas é possível usá-lo muito bem já em poucos muitos com cerca de 30% garantidos.
Todas as modificações que mencionei acima na seção de Recursos podem drenar mais ou menos a bateria, é bom ter isso em mente. Então quanto mais hardcore você for, menos irá durar a bateria.
O que vem na caixa do mouse Logitech Pro X2 Superstrike?
Apesar de ser um mouse de elite aqui no Brasil, a caixa do Logitech Pro X2 Superstrike oferece o básico. Temos um cabo USB-A para USB-C para o carregamento, ou se preferir usar o mouse no cabo também. Além disso, existe ainda um adaptador de USB-A para USB-C, e uma tampa sem a logo da marca para vão que guarda o adaptador 2,4 GHz para uso sem fio.

Concorrentes
Essa é uma seção onde indicamos concorrentes baseados no preço do produto em análise, e quando possível, configurações semelhantes. Como o Logitech Pro X2 Superstrike sai do padrão, é difícil encontrar outros como ele, já que seu principal atrativo é uma tecnologia proprietária da marca. Não é possível encontrá-lo à venda na loja oficial, que o listava por R$ 1.199 (preço oficial), mas podemos encontrá-lo por mais de R$ 2.000 em marketplaces.
Pelo preço oficial, é possível encontrarmos modelos como o Razer Viper V3 Pro, um mouse sem fio com 35.000 DPI, bem abaixo dos 44.000 do novo mouse da Logitech. Porém ele consegue ser ainda mais leve, pesando 54 gramas, e tem autonomia de bateria teórica de 95 horas. Ele pode ser encontrado por menos de R$ 1.100.
Compre o mouse Razer Viper V3 Pro
Outra opção próxima desse valor é o Corsair Scimitar Elite SE, mouse com 16 botões (você leu certo) customizáveis, bateria de até 150 horas e DPI máximo de 26.000 e com Bluetooth, algo ausente no mouse da Logitech. Ele pode ser encontrado por cerca de R$ 900.
Compre o mouse Corsair Scimitar Elite SE
Vale a pena comprar o Logitech Pro X2 Superstrike?
Esse é um mouse incrível, diferente de tudo o que já usei. Porém essa peculiaridade acontece por causa da tecnologia HITS, que torna a usabilidade bastante agradável, além de ser bastante customizável com o software da Logitech. Fora isso, ele lembra bastante o Superlight 2. Eu senti falta da conexão Bluetooth, e embora entenda que ele é focado em performance, seria interessante para notebooks sem USB-A padrão.
De qualquer forma, por R$ 1.200, esse mouse se destaca no mercado brasileiro, já que existem modelos mais caros que não entregam o mesmo nível de desempenho. O maior problema, nesse momento, é a disponibilidade limitada.
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