A Valve alterou a seção de CPU e GPU da página oficial de hardware da Steam Machine (também chamada de GabeCube pelos fãs, de forma bem-humorada), substituindo a promessa de jogos em 4K a 60 FPS com FSR pela descrição de jogos em até 4K com FSR 4.1.
A mudança reflete uma comunicação mais cautelosa sobre o desempenho do sistema. A atualização aconteceu nesta quinta-feira (25), e alguns usuários ainda podem visualizar a versão em cache da página.
A nova redação elimina a meta fixa de 60 FPS e nomeia diretamente o FSR 4.1, tecnologia de upscaling que a AMD acaba de disponibilizar para a arquitetura RDNA 3.
Esta é a primeira vez que a página pública da Steam Machine lista explicitamente o suporte ao FSR 4.1 para o sistema.

Especificações técnicas da Steam Machine e o suporte ao FSR 4.1
O sistema utiliza uma CPU AMD Zen 4 semipersonalizada e uma GPU RDNA 3 também semipersonalizada, com 28 Unidades de Computação (CUs).
A GPU conta com (somente) 8 GB de memória GDDR6, enquanto a plataforma funciona, de fábrica com 16 GB de memória DDR5. Felizmente, é possível melhorar tanto a memória RAM quanto o armazenamento interno; contudo, como todos sabemos, não será nada barato.
De toda forma, a adoção do FSR 4.1 coloca o hardware em sintonia com o ecossistema mais recente de upscaling da AMD para a linha RDNA 3.
Leia mais
- Valve diz que não teve escolhas ao comprar RAM para a Steam Machine
- Steam Machine não vai ser subsidiada “pelo bem do consumidor”
- Qualquer PC vai poder virar uma Steam Machine, anuncia Valve
Contexto dos testes internos e a experiência com a biblioteca Steam
A Valve havia informado anteriormente que testes internos demonstraram a maioria dos títulos do Steam rodando em 4K a 60 FPS com FSR.
O comunicado original também reconhecia que alguns jogos exigiam upscaling mais agressivo ou funcionavam com taxas de quadros mais baixas, compensadas pela tecnologia de taxa de atualização variável (VRR).
A retirada da referência aos 60 FPS na página oficial sinaliza um alinhamento com esse cenário de desempenho variável, conforme a exigência de cada título.
Para encerrar, vale ressaltar que esta não é a primeira vez e nem a primeira empresa que é “obrigada” a fazer correções em suas campanhas de marketing.
O PS5 também foi vítima disso, com o infame logo de 8K em sua caixa, na primeira versão do console da Sony, ainda em 2020.
E aí? O que achou da situação? Pretende pegar o GabeCube em algum momento? Compartilhe as suas expectativas e continue acompanhando o Adrenaline!
Fonte: VideoCardZ