Imagem representando ferramenta da Solinftec

A Solinftec, AgTech brasileira que monitora mais de 13 milhões de hectares e 60 mil máquinas em campo, lançou uma ferramenta que converte dados operacionais coletados no agronegócio em indicadores ESG auditáveis. A solução integra a plataforma de inteligência artificial ALICE AI à agenda de sustentabilidade corporativa, permitindo que produtores rurais e empresas do setor transformem informações de campo em métricas reconhecidas por frameworks internacionais como GRI, SASB, MSCI e Bloomberg. O anúncio reforça a posição da empresa como referência global em governança de dados agrícolas e eleva o nível de exigência tecnológica para toda a cadeia do agronegócio digital.

Dados do campo ganham papel estratégico

O Mapa de Valor ESG reúne informações como operação de máquinas, uso de insumos, logística agrícola, produtividade, rastreabilidade da matéria-prima, gestão de equipes, consumo de combustível, área colhida, horas trabalhadas, qualidade operacional e eficiência dos equipamentos. Esses elementos podem ser utilizados para apoiar certificações, programas de sustentabilidade, reportes corporativos e negociações comerciais mais alinhadas às exigências do mercado.

A solução busca reduzir a distância entre aquilo que acontece na rotina da fazenda e o que precisa ser demonstrado para agentes externos. Em muitas propriedades, práticas mais eficientes já fazem parte da operação, mas a ausência de organização dos dados limita a capacidade de comprovação. Com a ferramenta, a Solinftec pretende dar mais clareza sobre como essas informações podem ser conectadas a valor econômico, reputacional e regulatório.

O movimento também reforça uma mudança importante na digitalização do agronegócio. Antes concentrado em ganho de produtividade, automação e monitoramento operacional, o uso de tecnologia no campo passa a ser associado também à geração de evidências para sustentabilidade, acesso a crédito, diferenciação comercial e atendimento a padrões de rastreabilidade.

Rastreabilidade e certificações no centro da solução

No setor sucroenergético, a ferramenta pode se conectar a soluções já utilizadas para monitoramento de máquinas, produtividade, logística agrícola e Certificado Digital de Cana. Esses dados podem contribuir para programas e certificações como Bonsucro e RenovaBio, que demandam informações sobre produção agrícola, uso de combustível, defensivos, área colhida, logística e rastreabilidade.

A substituição de estimativas por dados reais da operação é um dos pontos centrais da proposta. Quando a comprovação depende apenas de médias genéricas, parte da eficiência já alcançada no campo pode não ser reconhecida. Com informações rastreáveis, produtores e usinas conseguem demonstrar de forma mais objetiva suas práticas, reduzindo lacunas entre operação, auditoria e mercado.

Esse avanço tende a ganhar relevância em cadeias globais mais exigentes, especialmente em segmentos pressionados por critérios de origem, redução de impacto ambiental e transparência produtiva. Para o produtor, a capacidade de demonstrar desempenho com base em dados pode representar vantagem competitiva em negociações, certificações e acesso a programas de incentivo.

ESG integrado à operação agrícola

Além dos indicadores ambientais, o Mapa de Valor ESG também contempla dimensões sociais e de governança. Informações sobre operadores, jornadas, conformidade de processos, qualidade das atividades e rastreabilidade da produção podem apoiar uma gestão mais transparente e conectada aos padrões exigidos por compradores, instituições financeiras e entidades certificadoras.

Essa abordagem amplia o entendimento sobre ESG no agro. A pauta não se limita à preservação ambiental ou ao uso eficiente de recursos naturais. Ela também envolve segurança operacional, organização de processos, governança de dados, gestão de pessoas e capacidade de demonstrar conformidade ao longo da cadeia produtiva.

Para empresas agrícolas de maior porte, cooperativas e usinas, a consolidação dessas informações pode facilitar auditorias, reportes e respostas a demandas comerciais. Para produtores que já utilizam tecnologias de monitoramento, o desafio passa a ser transformar registros operacionais em indicadores compreensíveis para diferentes públicos, de áreas técnicas a agentes financeiros.

Tecnologia aproxima sustentabilidade e competitividade

A digitalização do campo tem avançado com sensores, plataformas de gestão, automação, inteligência artificial, telemetria, monitoramento de máquinas e ferramentas de análise de dados. O lançamento da Solinftec indica uma nova etapa desse processo: usar a base operacional já existente para apoiar decisões estratégicas e comprovação de valor.

O ESG no agro tende a se consolidar como uma agenda cada vez mais dependente de dados confiáveis. Em vez de tratar sustentabilidade como um relatório isolado, empresas do setor passam a buscar formas de integrar indicadores à rotina produtiva. Isso permite que a governança ambiental, social e operacional acompanhe a dinâmica real da fazenda, com menos dependência de levantamentos manuais e maior capacidade de verificação.

Nesse contexto, ferramentas como o Mapa de Valor ESG podem ajudar o produtor a entender onde estão suas informações, como elas se relacionam com exigências externas e de que forma podem ser usadas para abrir novas oportunidades. A tecnologia também contribui para aproximar áreas antes tratadas separadamente, como produtividade, sustentabilidade, crédito rural, certificações e rastreabilidade.

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Agronegócio entra em nova fase de comprovação

A pressão por dados tende a crescer à medida que mercados internacionais, agentes financeiros e cadeias de suprimento ampliam requisitos de transparência. Para o Brasil, que ocupa posição relevante na produção global de alimentos, fibras e bioenergia, a capacidade de demonstrar práticas sustentáveis com base em informações verificáveis pode se tornar um diferencial competitivo.

O lançamento da Solinftec se insere nesse movimento. Ao organizar dados operacionais e conectá-los a indicadores de sustentabilidade e governança, a ferramenta aponta para um modelo em que a eficiência do campo precisa ser comprovada de maneira estruturada. O resultado é uma agenda em que tecnologia, rastreabilidade e competitividade passam a caminhar juntas.

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