
A Exbiz e a Akamai realizaram, nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, um webinar exclusivo para inscritos do Itshow sobre os impactos da expansão das APIs e da inteligência artificial na segurança corporativa. Realizado em formato online, via Google Meet, o encontro contou com apresentação conduzida pela Akamai e reuniu discussões sobre maturidade em segurança de APIs, riscos envolvendo dados sensíveis, compliance, continuidade operacional e prioridades para líderes de tecnologia em 2026.
O webinar teve como base os principais pontos do 2026 API Security Impact Study, estudo global da Akamai que analisa como empresas estão lidando com a proteção de APIs em um cenário de maior dependência de integrações digitais, automação e uso crescente de IA nos negócios.
A discussão ocorre em um momento no qual APIs deixaram de ser apenas componentes técnicos usados por times de desenvolvimento e passaram a ocupar papel central na estratégia digital das organizações. Bancos, varejistas, indústrias, empresas de saúde, seguradoras, operadoras de telecomunicações e companhias de diferentes setores dependem dessas interfaces para conectar aplicações, plataformas em nuvem, parceiros, canais digitais, dispositivos e fluxos de dados.
Esse avanço amplia a eficiência operacional, mas também aumenta a superfície de ataque. Quanto maior o volume de APIs em uso, maior a complexidade para mapear, classificar, proteger e monitorar todas as conexões existentes. Interfaces desatualizadas, mal documentadas, expostas sem autenticação adequada ou conectadas a informações sensíveis podem representar pontos de vulnerabilidade para ataques, vazamentos e interrupções de serviços.
Durante o encontro, a Akamai destacou que a segurança de APIs precisa ser tratada como uma pauta estratégica para CIOs, CISOs e demais lideranças responsáveis por tecnologia, risco e governança. A proteção dessas interfaces já não se limita à camada técnica da aplicação. Ela se conecta diretamente à continuidade dos negócios, à confiança dos clientes, à conformidade regulatória e à capacidade das empresas de inovar com segurança.
A inteligência artificial adiciona uma nova dimensão ao debate. À medida que organizações incorporam IA em atendimento, automação, análise de dados, operações internas e produtos digitais, cresce também a dependência de APIs para alimentar modelos, conectar sistemas e viabilizar decisões em tempo real. Esse movimento torna mais relevante a necessidade de visibilidade sobre o tráfego, os dados acessados e os comportamentos esperados dentro dos ambientes digitais.

O webinar também reforçou a importância de superar pontos cegos comuns em ambientes corporativos. Muitas empresas ainda enfrentam dificuldade para manter um inventário atualizado de suas APIs, especialmente quando operam com múltiplas áreas de desenvolvimento, fornecedores externos, aplicações legadas, ambientes multicloud e ciclos rápidos de entrega. Essa falta de visibilidade pode gerar APIs esquecidas, duplicadas ou sem políticas consistentes de segurança.
Para equipes de cibersegurança, o desafio está em combinar descoberta contínua, monitoramento, controle de acesso, análise de comportamento e proteção contra abusos de lógica de negócio. Para CIOs, a pauta também envolve equilíbrio entre inovação e gestão de risco. A adoção de IA, nuvem e automação depende de ambientes bem governados, com políticas capazes de acompanhar a velocidade da transformação digital.
A apresentação da Akamai buscou traduzir os dados do estudo em uma leitura prática para o mercado brasileiro. O debate abordou como os impactos de falhas em APIs podem ir além do ambiente técnico, afetando jornadas digitais, parceiros, clientes, reputação, receita e obrigações regulatórias. Em um cenário de maior pressão por eficiência, segurança e conformidade, a proteção das interfaces digitais passa a fazer parte da agenda executiva.
O encontro também evidenciou que a segurança precisa acompanhar o ciclo de vida das APIs desde a criação até a operação. Isso envolve desenho seguro, documentação, testes, políticas de autenticação e autorização, monitoramento contínuo e capacidade de resposta diante de comportamentos suspeitos. A abordagem reativa tende a ser insuficiente em ambientes cada vez mais distribuídos e conectados.
Ao promoverem o webinar exclusivo para inscritos, Exbiz e Akamai reforçaram a relevância da API Security como uma das prioridades para 2026. A discussão mostrou que a expansão das APIs e da inteligência artificial cria oportunidades importantes para inovação, mas também exige uma evolução na forma como empresas enxergam governança, proteção de dados e resiliência digital.
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